Corrigir Valorcorreção monetária e índices oficiais

Calculadora de correção monetária pelo Selic

Atualize qualquer valor pelo Taxa Selic acumulada no mês entre dois meses, com juros e multa opcionais. O Selic acumulado em 12 meses até agosto de 2026 está em 14,28%.

Corrigir valor pelo Selic

Juros, multa e opções avançadas

Correção pelo Selic

Valor corrigido R$ 1.274,06 R$ 1.000,00 de dezembro de 1995 corrigido pelo Selic até dezembro de 1996 · fator 1,2740608
Valor original em dezembro de 1995R$ 1.000,00
Correção pelo Selic (27,41% em 12 meses)R$ 274,06
Valor corrigido em dezembro de 1996R$ 1.274,06
TotalR$ 1.274,06
Ver o cálculo mês a mês (12 meses)
MêsVariaçãoFator acumuladoValor corrigido
jan/1996 +2,58% 1,0258000 R$ 1.025,80
fev/1996 +2,35% 1,0499063 R$ 1.049,91
mar/1996 +2,22% 1,0732142 R$ 1.073,21
abr/1996 +2,07% 1,0954298 R$ 1.095,43
mai/1996 +2,01% 1,1174479 R$ 1.117,45
jun/1996 +1,98% 1,1395734 R$ 1.139,57
jul/1996 +1,93% 1,1615671 R$ 1.161,57
ago/1996 +1,97% 1,1844500 R$ 1.184,45
set/1996 +1,90% 1,2069545 R$ 1.206,95
out/1996 +1,86% 1,2294039 R$ 1.229,40
nov/1996 +1,80% 1,2515332 R$ 1.251,53
dez/1996 +1,80% 1,2740608 R$ 1.274,06

Índices oficiais do BCB, obtidos das séries do Banco Central (SGS). Convenção adotada: a variação do mês inicial não entra; aplica-se do mês seguinte até o mês final. Entenda a metodologia.

Quando usar o Selic

A taxa básica de juros efetivamente praticada no mercado de reservas bancárias. Na esfera judicial e tributária, a Selic acumulada é usada como fator único: engloba correção monetária e juros de mora.

Fique atento: Não some Selic com outro índice de correção sem base legal: a Selic já embute inflação e juros reais. A Lei 14.905/2024 resolveu isso mandando deduzir o IPCA da Selic para achar o juro puro.

Não é esse o índice do seu caso? Veja qual índice usar em cada situação ou compare todos no mesmo período.

Exemplos prontos

Todos corrigidos até agosto de 2026, o último mês divulgado do Selic.

Passo a passo do cálculo

  1. Informe o valor original — o valor nominal, na data em que ele foi devido, contratado ou pago. Não corrija nada antes de digitar: a calculadora faz isso.
  2. Escolha o mês de origem. É o mês do vencimento, da assinatura, do desembolso ou da data-base do contrato, conforme o caso.
  3. Escolha o mês final. Em geral o último mês divulgado do índice; em conta judicial, o mês da atualização.
  4. Adicione juros e multa, se houver previsão contratual ou legal. Os juros incidem sobre o valor já corrigido; a multa, sobre o valor corrigido.
  5. Confira a memória. Abra o detalhamento mês a mês e verifique o primeiro e o último mês aplicados — é ali que os erros aparecem.

O resultado traz o fator acumulado com sete casas decimais, o valor corrigido, cada encargo separado e o total. O botão “Imprimir / PDF” gera uma página limpa para anexar a uma notificação, a um contrato ou a uma petição; o botão “Copiar link” devolve um endereço que reabre exatamente o mesmo cálculo — útil para mandar à outra parte.

Erros que esta calculadora evita

O primeiro é somar percentuais em vez de multiplicar fatores: doze meses de 1% acumulam 12,68%, e não 12%. O segundo é aplicar o índice do mês inicial quando a convenção manda excluí-lo — aqui isso é uma opção explícita, e não um acaso. O terceiro é calcular juros sobre o valor histórico, o que reduz indevidamente o crédito; a ordem correta é corrigir, depois aplicar juros sobre o corrigido, depois a multa e, por fim, os honorários.

O quarto erro é arredondar cedo. Cada arredondamento intermediário introduz uma pequena diferença que se acumula em séries longas. O cálculo aqui roda em precisão total e arredonda apenas o resultado final, em centavos — o que faz o número bater com o de uma perícia bem-feita.

O quinto é usar índice diferente do pactuado. Se o seu contrato diz outra sigla, troque o índice: veja todos os disponíveis ou consulte o guia de escolha.

O que fazer com o resultado

Em cobrança amigável, anexe o demonstrativo à notificação: devedores respondem melhor a um documento que explica a conta do que a um número isolado. Em negociação de contrato, leve dois cenários — o índice atual e a alternativa que você propõe — para que a conversa seja sobre valores, e não sobre teses. Em processo judicial, use como conferência: a conta oficial é a determinada pelo juízo, mas a memória detalhada permite apontar divergências com precisão.

Guarde sempre três informações junto do valor: o período exato, o índice com o órgão que o calcula e o fator acumulado. Com esses três dados, qualquer pessoa reproduz o cálculo — e é isso que transforma uma planilha em documento aceito.

Perguntas frequentes

Como o cálculo é feito?

Multiplicamos o valor pelo produto dos fatores mensais do período — a mesma metodologia da Calculadora do Cidadão do Banco Central. O índice do mês inicial não entra, salvo se você marcar a opção nas configurações avançadas. Cada fator aparece na memória de cálculo.

Posso incluir juros e multa?

Pode. Abra “Juros, multa e opções avançadas”: dá para somar juros simples ou compostos, ao mês ou ao ano, multa percentual sobre o valor corrigido e honorários sobre o total. A ordem de aplicação aparece detalhada no resultado.

O resultado serve como memória de cálculo?

Sim. O botão “Imprimir / PDF” gera uma página limpa com a tabela mês a mês, o fator acumulado e a fonte dos dados — formato aceito como demonstrativo em petição, notificação extrajudicial e cobrança. A conta oficial do processo, porém, é sempre a do juízo.

Até que mês o Selic está disponível?

Até agosto de 2026. A base é atualizada automaticamente todo dia; assim que o Banco Central divulga o mês novo, ele aparece aqui.